Lucros do Jogo: exige-se uma distribuição territorialmente equilibrada dos lucros
Luís Sousa Luís Sousa

Lucros do Jogo: exige-se uma distribuição territorialmente equilibrada dos lucros
Por Luís Sousa

O jogo a dinheiro está há séculos identificado como um mal da sociedade que deve ser regulado pelos Estados. Essa regulação, além de permitir a aferição exacta da dimensão do fenómeno, permite a aplicação de uma parte das verbas resultantes da actividade em benefício da sociedade. Em Portugal é assim há muitos anos, tendo a máquina estatal evoluído exponencialmente na fiscalização do jogo clandestino, em prol das entidades concessionárias. No caso dos Casinos, como acontece em todo o mundo, uma parte dos ganhos tem que ser obrigatoriamente entregue directamente às entidades públicas da área de localização desses equipamentos. No caso da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (cujo peso nas receitas, relativas e absolutas) aumenta de forma galopante, sobretudo com o sistema de raspar ao balcão, transformando Portugal num casino a céu aberto, nada disso se passa. Todo o lucro gerado pelas apostas nacionais reverte para uma instituição sediada na capital. Claro que percentualmente são dados umas percentagens a umas instituições que exercem actividade a nível nacional, estando o funcionamento delas quase todas sediado em Lisboa e sendo os seus orçamentos internos grandemente dependentes dos valores recebidos.

A pergunta é simples: não seria socialmente mais justo, todas as semanas, chegar um envelope financeiro a uma Freguesia, proporcional àquilo que se apostou nessa Freguesia nessa semana? Com as máquinas instaladas nos agentes o cálculo podia estar feito ao minuto!

10 Maio, 2018

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