Venho constatar que no bairro onde resido, em Algarve, do glifosato sou utilizada para suprimir as “ervas daninhas” ao pé das árvores ou sobre os passeios. Sendo francesa, conheço as consequências nefastas da utilização agrícola dos produtos químicos, adubos e para além dos refere-se a qualidade dos produtos alimentares, a saúde das pessoas e nomeadamente das crianças. O empobrecimento dos solos, os animais selvagens e as plantas que desaparecem são o resultado direto dos tipos de produção agrícola postos em lugar por muito tempo no meu país.
Gostaria que estes danos fossem poupados a Portugal. Aquando da discussão sobre a prolongação da autorização de utilização do glifosato, proposto pela comissão europeia o governo português não votou contra, mas absteve-se. Mas poderia distinguir-se decidindo, como diferentes países europeus já têm-o feito, proibir todos os tratamentos fitossanitários na gestão dos espaços verdes públicos.

